segunda-feira, 7 de abril de 2008
Os telefones e nós
As prioridades são, logicamente, a saúde, a família, o bem-estar, e depois o resto.
Penso que para qualquer pessoa isso acontece assim. Mais item, menos item, a saúde está em primeiro lugar. Mas há uma coisa que realmente me tira do sério: O telefone.
Seja no formato de telefone simples, central, topo de gama com memórias, máquina de café e mudanças automáticas, telemóvel GSM com GPRS, UMTS, GPS, AM/FM, MMS, SMS, e mais 345000 siglas, a maquininha parece ter sobre o nosso comportamento uma prioridade imensa.
Não falo de QUEM nos telefona, mas sim do aparelhinho em si.
"-Paiiiiii, olha eleeeeeeeee!!!"
"-Ó filho espera lá..."
"-triiimmm , trriiimmmm"
"-ups, onde é que está o telemóvel????"
Não é?
Reconhecem?
Eu felizmente e por opção não tomo isto como meu, mas reconheço que eu também já dou importância a mais a qualquer das maquininhas decorrentes da invenção do "amigo" Graham.
TRRIM (ou sob a forma de qualquer coisa em formato AAC, MIDI ou MFF ou MP3 ou WAV ou etc etc etc) passou a ocupar a 1ª posição na lista das prioridades das pessoas.
Se vamos a uma reunião de trabalho, é natural desligar o telemóvel, ou colocá-lo "no silêncio". mesmo assim, se por acaso ele vibrar, é normal ver o feliz possuidor dar "saltinhos inquietos" e não é de prazer...
E porque o desligamos? Para "não incomodar" os outros? Não... para não INTERROMPER a reunião!!! Agora pensem porquê... Mesmo que nós não o atendamos, vão olhar para nós e interromper à espera que nós o façamos... IRRA!
Mas aquilo que me custa mais é ver que as pessoas, mesmo doentes de facto não prescindem do correr para ver quem é. SIM, para ver quem é.. porque como disse, às vezes olhamos e decidimos não atender... "-mas pode ser algo importante...".
Tenho a minha mãe doente. Com um rol de coisas que não interessa para aqui.
Hoje, sentada, a ver TV, queixava-se enquanto eu fazia uma canja de como lhe doíam as pernas etc.
Então não é que aquilo tocou no quarto.. e ela queria levantar-se para ir ver quem era????
Epá...
E nem adiantava... calculando o que eu precisava de fazer (passar as mãos por água - por estar a limpar a galinha - limpá-las mal e porcamente enquanto corria ao quarto descobrir onde estava etc,) e o tempo disponível até à pessoa que ligava ser reencaminhada para a caixa de mensagens... não valia sequer a pena. Iria ficar ainda mais frustrado quando, ao chegar.. ele se "desligasse".
Mas ela queria.
Então e as dores? E o mal estar? e o cansaço?
E o facto de o stress também piorar a coisa?
Resumindo...
Tenho o telemóvel dela aqui comigo, em silent mode para ela não se exaltar, na sua mesinha de cabeceira está o fixo, à mão de semear e com indicador de nº chamador para ela ver se quer atender e eu, enfim, eu não gosto de telefonemas, então quando toca, logo vejo se me apetece atender...
Às vezes tenho aquilo ligado ao auricular de modo que toca NO AURICULAR e nem vejo...
Enfim..
Mas minha gente...
Não se dê prioridade a uma maquininha que foi feita para NOS servir....
Qualquer dia tem mais influência na nossa vida do que o relógio!
Um abraço,
MagiCminD
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6 comentários:
Olá, vim aqui parar por indicação da Red Woman. Gostei !! Já contas com 1 inquilino, pelo menos.
Quando ao post, também me identifico com isso. A necessidade URGENTE de atender o telemovel é assustadora...
Disto estou eu livre!
Mais um blog com comentários moderados ... isto está-se a tornar uma praga miaor que o telemóvel :)
Sè bem-vindo à blogosfera; eu vim cá pela mão da Red Star.
Por acaso eu fico "desesperada", quando me esqueço do telemóvel e mesmo durante a noite deixo-o ligado.
Não gosto dessa sensação da mesma forma que eu não gosto de depender do quer que seja ou de quem quer que seja.
Beijocas
É estranho como uma coisa tão pequenita nos domina ali, na ponta do "chicote". Olá, eu sou a Tita, quem me mandou cá foi a minha "sobrinha" Red Woman.
Bjos
Tita
susbcrevo, por inteiro, ao comentário do jedi.
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