sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ok, estou na rua... e agora???

Depois de ver o filme onde contracena o conhecido George Clooney, sobre alguém cuja profissão é despedir outros, torna-se praticamente necessário escrever este texto.

Sim, o desemprego afecta todos. E tudo, do ponto de vista social. O país, a região onde estamos, o lugar onde vivemos, a nossa casa, o nosso eu, no limite.
No entanto, neste limite, cabe-nos conseguir lidar com esta situação de forma menos negativa

Ser emocionalmente inteligente ajuda-nos a alterar as consequências que situações como esta têm no nosso quotidiano e naqueles que nos rodeiam, começando por modificar como nos afectam. Tudo depende de como nos vemos e como poderemos abordar a situação.

A película que mencionei anteriormente mostra bem determinados tipos de comportamentos e um deles é notório. O de um certo senhor que trabalhava numa empresa desde há muito mas que tinha uma graduação em Nouvelle cuisine. Da postura de "mas eu não sei fazer mais nada, estou velho" até à "se calhar vale a pena tentar" foi um ápice.
E podem dizer que é um filme. Mas não. Não a mensagem por trás. Para quem não viu, façam o favor de ir ao cinema, que vale a pena. "Up in the air" de título original, "Nas Nuvens" título adaptado.

Quando sabemos bem quem somos e do que somos capazes, conseguimos olhar para o desemprego como um desafio a vencer e não como algo que nos deitou abaixo. Procuramos alternativas, caminhos que nos levem à ribalta novamente.

Se calhar a primeira coisa é pensar no que realmente sabemos fazer, fora do nosso habitual ciclo profissional, já que nesse, a tendência é um magistral "desmotivanço". Fora as nossas qualificações últimas, que nos levaram a trabalhar nesta área que deixámos. No caso que falei, este senhor trabalhava num escritório por uns 90.000 dólares/ano, mas desistira de fazer algo que gostava: Cozinhar. Na altura pareceu-lhe bem desistir dum sonho pelo valor monetário que lhe ofereceram (US$27.000/ano primeiramente) e depois... foi uma questão de habituação, conforto e "encosto". No entanto, quando confrontado com o despedimento, não se lembrou que um dia teve um sonho: cozinhar. E até que se formou nisso.

Como ele, qualquer um que seja apaixonado por música pode tentar um lugar num estúdio, na produção de áudio duma editora, etc. Ou, se lhe faltar qualificações, porque não tentar fazer parte duma equipa de palcos, ou mesmo de dar a voz para locuções? Qualquer costureira caseira conseguirá procurar uma posição numa loja de centro comercial que faz pequenos remendos ou arranjos nas roupas. Ou alguém que adore cozinhar pode ver-se de repente a fornecer pasteis de bacalhau para 30 cafés diferentes e assim começar até um negócio próprio bem rentável e saboroso. É tudo uma questão de saber do que somos capazes e do que gostamos.

Claro que isto é "tudo muito giro" dizem... "...mas não é bem assim.".
É.
É mesmo.
Mas para tal, é preciso aprendermos a confiar em nós mesmos, nas nossas capacidades e perceber que se fizermos algo, as coisas acabam por acontecer.
Se não fizermos.. dificilmente elas se desenrolam.

Olhemos o senhor do filme. Numa primeira abordagem, ele estava derrotista. Velho, sem objectivos, com o problema da casa para pagar, filhos para cuidar, a sua imagem para tratar... Estava negativista quanto à sua situação e viu esse buraco sem fundo, do desemprego, a cavar-lhe o túmulo.
Quando a "noviça" lhe diz que pode haver coisas positivas, num recomeço ele logicamente reage olhando-a de lado e duvidando logo do que ela diz. MAS...
Assim que percebe que realmente tem outras apetências e que o orgulho dos seus pode ser reactivado por causa de perseguir os seus objectivos... a atitude muda.
Temos um potencial vencedor, ao invés dum morto-vivo.

Esta perspectiva nova foi o resultado do despertar nele do seu auto-conhecimento aliado à necessidade e vontade de mudar a situação.

Face a uma situação de despedimento, é natural uma primeira reacção de derrotismo, de desânimo. Mas se houver algum controlo desta sensação (chamamos-lhe controlo de impulso), acabaremos por conseguir perspectivar saídas interessantes e mais do que tudo, viáveis. E de repente, o fim do mundo não passa de uma oportunidade excelente para construir todo um planeta.

Aqui entra em campo uma outra competência, a auto-motivação. Esta não vem nos livros de auto-ajuda (que afinal de contas não têm nada de "auto" já que são outros que os escrevem). Aquele senhor, que encontrou motivação na sua paixão por "Nouvelle cuisine" terá com certeza muito mais facilidade em tomar o rumo certo do que outros que não a conseguem atingir.

A par com a auto-motivação vem algo que normalmente não ligamos muito mas que de facto nos "pinta a cara": a gestão do humor. Quantas vezes olhamos para pessoas na rua com ar desanimado, triste, cabisbaixo.. ou irritado, frustrado, agressivo. Digam-me lá quem é que de nós daria de bom grado emprego a alguém que se apresentasse assim numa entrevista. Ou prefeririam um candidato sorridente, bem disposto, dinâmico, pronto a investir? Resposta óbvia, não é?
Como se costuma dizer, não vale de muito chorar sobre o leite derramado, e a parte chata já aconteceu. Nem sempre é fácil levar a desgraça com um sorriso, principalmente se for mais do que uma (uma desgraça nunca vem só, é um ditado popular cheio de razão, mas normalmente acontece pelo desânimo e desatenção causados pela primeira "desgraça" ) mas o facto é que o mal já está feito e é hora de "tocar o barco" como dizem os nossos "irmãos brasileiros".
Ficar zangado, de mau humor, triste, desanimado, é o primeiro passo para se continuar a estar desempregado, e logicamente desanimado, de mau humor, triste, zangado e... cansado.
Ao contrário, é sempre simpático ver alguém que apesar das contradições apresenta um sorriso, uma postura pro-activa e uma cara de "vamos lá a dar a volta a isto".

Aliás, estes fazem-nos sentir bem. E eles são capazes de se sentir bem. E ao sentirem-se bem, abrem caminho para sentirem um pouco daquilo que nós sentimos e de nos fazerem sentir o que eles sentem. Pois é... aqui temos outra competência: a empatia.
Neste caso, quando em busca dum emprego, a empatia torna-se um forte aliado. Olhar nos olhos de um entrevistador e perceber o que ele pretende de nós, o que ele precisa dá-nos muita vantagem. Não nos esqueçamos que quando vamos a uma entrevista de emprego não estamos lá para outra coisa senão vendermo-nos. Nada de ir contar a história triste da nossa vida, o porquê de precisarmos de pagar contas ao fim do mês, a urgência de fazer boa figura perante a família, o problema que é os nossos filhos não sentirem orgulho em nós. Isto não interessa nem ao menino Jesus. E do ponto de vista de um empregador, é sinónimo de um camião de problemas emocionais que dispensamos certamente.
Não haja enganos. Nada de arrogâncias. Nós precisamos do emprego. Estamos ali para mostrar ao outro que merecemos a sua ajuda e empenho, sem tornar chata a nossa presença. Assim, há que adequar o nosso discurso ao do entrevistador, sem exagerar. Se ele dá abertura para falar de banalidades, ok, fale-se mas nada que pareça lamento ou desabafo. Se ao contrário é uma pessoa despachada, sem rodeios, então aja-se expeditamente. Quanto mais nos identificarmos com a pessoa no ooutro lado da mesa, mais ela se identificará connosco e sentirá vontade de levar o processo a bom porto.

Uma última coisa, mas não a menos importante, é "fazer bem os trabalhos de casa". Se vamos a uma entrevista numa empresa deveremos saber de antemão o máximo sobre a mesma. Escutar as informações que os media nos dão, ouvir as pessoas que trabalharam ou trabalham lá, se conseguirmos, ler e perceber o que se passa dentro de portas. Quanto mais soubermos, melhor nos conseguiremos posicionar face às necessidades da empresa e melhor poderemos identificar onde seremos uma óptima escolha. Normalmente, numa entrevista, o entrevistador poderá facultar várias dicas sobre este assunto e para tal, recomendo a última competência: a escuta activa. Tenhamos atenção a oportunidades de encaixe, sejamos pro-activos nas perguntas que mostrem interesse em áreas que sabemos conhecer ou nas em que nos sentimos à vontade. Esta atitude mostra interesse e pode até levar a uma análise redobrada sobre a nossa colocação com o intuito de preencher uma vaga para a qual poderia nem haver ainda a necessidade.

No final, trata-se de olhar para dentro e conseguir estabelecer metas, caminhos alternativos e ser positivo. Manter a importância na imagem, na relação com o outro e na relação connosco mesmos. Trata-se de conseguir gerir expectativas, para que não nos sintamos derrotados se não temos respostas nos primeiros 5 dias.

Desejo a todos nós: a coragem para usar o que sabemos, a serenidade para aceitar as mudanças e a sabedoria para distinguir os momentos.

MagiCminD ( C 2010)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

QE raio vou fazer para decidir?

Imaginem que têm um problema qualquer... ou um projecto, uma ideia de gestão, algo.

Existem várias maneiras de analisar o impacto dele no meio em que se inclui... quer pessoal, quer de grupo, quer social ou empresarial.

Uma dessas maneiras é com uma ferramenta de tomada de decisão chamada


OS SEIS CHAPÉUS DE BONO.

Cada interveniente no processo de tomada de decisão é convidado numa reunião presencial ou à distância mas simultânea em termos temporais a utilizar cada um de seis chapéus coloridos.

Seguem-se os seguintes passos:

1. - O problema, projecto, plano de acção ou ideia é lançado para "cima da mesa".

2. - Os intervenientes são convidados a colocar na cabeça o chapéu de cor branco e em 30 segundos (60 no máximo) listar TODOS os items de que se lembrem e que revelem razões pelas quais a ideia é boa. Mais NADA. Apenas focar FACTOS que TORNEM a ideia algo bom e exequível. (Ex.: Custo, empenho, teamwork, relação interpessoal. Produtividades, possibilidade de lucro a curto prazo etc. NÃO devem ser considerados. Apenas as coisas BOAS que sejam palpáveis DURANTE a execução do plano proposto.)

3. - De seguida são convidados a colocarem na cabeça o chapéu de cor vermelho. Ao usarem este chapéu os participantes deverão escrever APENAS sensações causadas ao encararem o problema projecto ou ideia. SEM justificar... apenas sensações: (Ex.: Desconforto, euforia, esperança, receio, etc.

4. - O passo seguinte levará os reunidos a usar o chapéu preto. Aqui deverão enumerar factos novamente mas desta vez negativos. Negativos não do objectivo em si mas do resultado do seguimento da acção de resolução do problema, como plano, projecto ou ideia: (Ex.:tem custo elevado... requer muita mobilização de recursos ocupa espaço.... etc).

5. - O Chapéu seguinte será o Verde da criatividade. Com ele, é suposto elaborar alternativas ao método proposto. Qualquer alternativa é válida desde que viável, claro.

6. - Chegou a vez do chapéu amarelo. Ao utilizá-lo os participantes deverão escrever todas as vantagens e só as vantagens que esperam vir a ser alcançadas ao seguir o método proposto. (Ex.:Lucro, produtividade, etc).

7. - Por último cada um dos elementos colocará na cabeça um chapéu azul. Ao usá-lo deverá então abstrair-se de todas as suas sensações, emoções e interesses pessoais e olhar de cima para a solução proposta. Como se nada nela tivesse directamente a ver com ele. E enumerar de novo a impressão geral sobre a ideia utilizando a chamada "visão de helicóptero".

Tomada de Decisão:

Neste momento a mesa estará cheia de papéis com as opiniões de cada interveniente. É hora da análise final.

O "moderador" deverá então escrever num quadro os Factos positivos, os Factos negativos, as sensações, as vantagens, desvantagens, alternativas, emoções, lucros e visões globais reunidas e, a partir daí, simplesmente enumerá-las e apresentar à mesa o resumo.

Se o resumo for negativo, pela quantidade de sensações más ou de aspectos negativos do projecto, ideia ou desenvolvimento, deverá ser escolhida uma das alternativas. Esta será votada e escolhida.

Poderá depois ser objecto de nova análise "chapelar" ou não...

Se a análise global retornar um somatório positivo deverá então ajustar-se para que as sensações negativas sejam compensadas de alguma forma. Mas seguir-se-á o plano de acção proposto.

CONCLUSÃO:

Este processo pode parecer ridículo, mas é muito divertido fazê-lo USANDO os chapéus mesmo.

E porquê o uso deles?

É importante que as pessoas os tenham na cabeça porque ajuda a focalizarem-se apenas NESSE ponto... além de que torna a reunião divertida, dinâmica e de alguma forma, de entretenimento e de cooperação.

O meu desejo para nós hoje é que tenhamos sempre a coragem para usar chapelinhos, a serenidade para os usar em conjunto e a sabedoria para distinguir os que nos servem!

Abraços...
... e até amanhã!

MagiCminD

terça-feira, 8 de abril de 2008

A Inteligência Emocional (uma aproximação técnica)

Inteligência Emocional e Competências Emocionais

Em curto, penso que será correcto afirmar que a IE será "apenas" a capacidade de reconhecer e lidar com as nossas emoções e com as dos outros.

Competências como a auto-motivação, o controlo do impulso estão incluídas, mas no fundo o retorno mais notado será a capacidade de gerir relações interpessoais de uma forma eficaz.


Neste post desejo expôr o que se diz, cientificamente falando, da IE.
Sei que parecerá duro, seco, técnico, mas penso ser importante para quem quiser começar a navegar por estas lides, portanto....

Aqui vai:




Steve Hein, do EQ Institute, escreveu, em 1999, dez hábitos comuns a pessoas com um QE elevado (QE, análogo ao QI, será o quociente de inteligência emocional):

---------------8<-----------------8<---------------8<-----------------8<---------------8<----------------
OS DEZ HÁBITOS DOS EMOCIONALMENTE INTELIGENTES


(Copyright 1999, pode ser usado para fins educativos)



A pessoa emocionalmente inteligente é capaz de:

.1 reconhecer as suas emoçõesao invés de categorizar as pessoas ou situações.
  • "Sinto-me impaciente" contra "isto é ridículo"
  • "Sinto-me magoado, estou um pouco azedo" em vez de "és um parvalhão!"
  • "Estou com medo" em vez de "Conduzes como uma besta"

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.2 distinguir entre pensamentos e emoções:

  • Pensamentos: "Sinto-me como um...", "eu sinto-me como se..." , "sinto que...."
  • Emoções: "eu sinto [emoção]"
Por exemplo:
  • "Eu sinto nojo" em vez de "isso faz-me sentir vontade de vomitar"
  • "Eu sinto revolta!" em vez de "sinto-me como se fosse capaz de explodir o mundo!"
  • "Eu sinto alegria!" em vez de "sinto que hoje vai ser um dia bom!"

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.3 responsabilizar-se pelas suas emoções
  • "Eu sinto ciúmes!" VS "Estás a fazer-me ciúmes!"

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.4 usar as suas emoções na tomada de decisão:
  • "como me sentirei se fizer isto?" "como me sentirei se não o fizer?"

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.5 respeitar as emoções dos outros.
  • "como te sentirás se eu agir assim?" " e se não?"
  • "que reacção causará em ti eu agir assado?"

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.6 sentir-se dinâmico, sem estar irado.
  • Utilizar o que os outros chamam de revolta, ira, raiva, para ajudar a sentir-se dinamizado, motivado e construir algo.

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.7 valorizar e realçar as emoções dos outros.
  • Mostrando empatia, compreensão, e aceitação do que o outro sente.

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.8 obter algo positivo de uma emoção que parece negativa
  • "Como é que me sinto.. e como é que conseguirei sentir-me melhor?"

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.9 não aconselhar, ordenar, controlar, criticar, julgar querer ensinar os demais.
  • Entendemos que quem está do lado receptor destas "operações" não se sentirá bem, portanto, torna-se algo a evitar.

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.10 evitar pessoas que o/a desvalorizam, ou desrespeitam as suas emoções.


---------------8<-----------------8<---------------8<-----------------8<---------------8<---------------- Competência Emocional:

Uma competência aprendida, baseada na inteligência emocional e que resulta numa óptima performance no trabalho. A nossa inteligência emocional determina o nosso potencial para a aprendizagem das competências sociais, com base em 5 elementos: auto-conhecimento, motivação, auto-regulação, empatia e adaptação às relações.
A nossa Competência Emocional mostra-nos quanto deste potencial conseguimos aplicar na prática
(Goleman, Working with Emotional Intelligence)



A tabela abaixo mostra as 5 dimensões que Goleman definiu e as 25 competências emocionais:




PESSOAIS


-Auto-conhecimento
-> reconhecimento emocional (conseguirmos captar as nossas emoções e seus efeitos)
-> auto-reconhecimento apurado (conhecer as nossas forças e os nossos limites)
-> auto-confiança (um bom sentido do valor que se tem e das nossas capacidades)


-Auto-regulação
-> auto-controlo (manter impulsos sob vigia...)
-> consistência ( respeitar standards de honestidade e integridade)
-> consciencialização (responsabilização pela nossa performance pessoal)
-> adaptabilidade (flexibilidade na gestão da mudança)
-> inovação (sentirmo-nos confortáveis com novas ideias, pontos de vista, novos dados.)


-Motivação
-> metas de realização (fazer por atingir um standard de excelência)
-> compromisso (alinhar com os objectivos do grupo/equipa)
-> iniciativa (prontidão na resposta a oportunidades)
-> optimismo (persistência na obtenção de resultados, apesar de obstáculos)




SOCIAIS

-Empatia
-> compreender os outros (sentiras perspectivas e emoções dos outros, tomar um interesse activo nas suas preocupações)
-> desenvolver os outros (perceber as necessidades de desenvolvimento dos outros e ajudá-los a despoletar as suas capacidades)
-> orientação ao cliente (antecipar, reconhecer e ir de encontro à necessidade do outro)
-> diversificação nivelada (distribuir oportunidades por diferentes tipos de pessoas)
-> conhecimento político (conseguir ler as correntes emocionais doo grupo e as relações priviligiadas)

-Adaptação às relações ou habilitações em grupo
-> influência (aplicar tácticas efectivas de persuação)
-> comunicação (praticar a escuta activa e conseguir transmitir mensagens convincentes)
-> gestão de conflitos (negociar e resolver situações de conflito)
-> liderança (inspirar e guiar indivíduos e grupos)
-> catalisador de mudança (iniciar e gerir a mudança)
-> criação de laços (promover e nutrir relações interpessoais)
-> colaboração e cooperação (trabalhar em equipa)
-> gestão de equipas (criar sinergias para obtenção das metas da equipa)








Aqui estão as bases da IE.

Em textos que colocarei aqui farei abordagens mais simplistas destes temas, utilizarei linguagem menos técnica, tentarei ajudar-me a ser melhor a cada dia.
Espero que mereça a tua companhia e participação.








Bases literárias:
Emotional Intelligence by Daniel Goleman (1995),
Working with Emotional Intelligence by Daniel Goleman (1998)



Para testares online a tua inteligência emocional:


CYBERIA SHRINK- EMOTIONAL INTELLIGENCE QUIZ
(http://www.queendom.com/emotionaliq.html)





Até amanhã...

MagiCminD

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Os telefones e nós


As prioridades são, logicamente, a saúde, a família, o bem-estar, e depois o resto.

Penso que para qualquer pessoa isso acontece assim. Mais item, menos item, a saúde está em primeiro lugar. Mas há uma coisa que realmente me tira do sério: O telefone.

Seja no formato de telefone simples, central, topo de gama com memórias, máquina de café e mudanças automáticas, telemóvel GSM com GPRS, UMTS, GPS, AM/FM, MMS, SMS, e mais 345000 siglas, a maquininha parece ter sobre o nosso comportamento uma prioridade imensa.
Não falo de QUEM nos telefona, mas sim do aparelhinho em si.

"-Paiiiiii, olha eleeeeeeeee!!!"
"-Ó filho espera lá..."
"-triiimmm , trriiimmmm"
"-ups, onde é que está o telemóvel????"

Não é?
Reconhecem?
Eu felizmente e por opção não tomo isto como meu, mas reconheço que eu também já dou importância a mais a qualquer das maquininhas decorrentes da invenção do "amigo" Graham.

TRRIM (ou sob a forma de qualquer coisa em formato AAC, MIDI ou MFF ou MP3 ou WAV ou etc etc etc) passou a ocupar a 1ª posição na lista das prioridades das pessoas.

Se vamos a uma reunião de trabalho, é natural desligar o telemóvel, ou colocá-lo "no silêncio". mesmo assim, se por acaso ele vibrar, é normal ver o feliz possuidor dar "saltinhos inquietos" e não é de prazer...

E porque o desligamos? Para "não incomodar" os outros? Não... para não INTERROMPER a reunião!!! Agora pensem porquê... Mesmo que nós não o atendamos, vão olhar para nós e interromper à espera que nós o façamos... IRRA!

Mas aquilo que me custa mais é ver que as pessoas, mesmo doentes de facto não prescindem do correr para ver quem é. SIM, para ver quem é.. porque como disse, às vezes olhamos e decidimos não atender... "-mas pode ser algo importante...".

Tenho a minha mãe doente. Com um rol de coisas que não interessa para aqui.
Hoje, sentada, a ver TV, queixava-se enquanto eu fazia uma canja de como lhe doíam as pernas etc.
Então não é que aquilo tocou no quarto.. e ela queria levantar-se para ir ver quem era????
Epá...
E nem adiantava... calculando o que eu precisava de fazer (passar as mãos por água - por estar a limpar a galinha - limpá-las mal e porcamente enquanto corria ao quarto descobrir onde estava etc,) e o tempo disponível até à pessoa que ligava ser reencaminhada para a caixa de mensagens... não valia sequer a pena. Iria ficar ainda mais frustrado quando, ao chegar.. ele se "desligasse".

Mas ela queria.
Então e as dores? E o mal estar? e o cansaço?
E o facto de o stress também piorar a coisa?
Resumindo...
Tenho o telemóvel dela aqui comigo, em silent mode para ela não se exaltar, na sua mesinha de cabeceira está o fixo, à mão de semear e com indicador de nº chamador para ela ver se quer atender e eu, enfim, eu não gosto de telefonemas, então quando toca, logo vejo se me apetece atender...
Às vezes tenho aquilo ligado ao auricular de modo que toca NO AURICULAR e nem vejo...

Enfim..

Mas minha gente...

Não se dê prioridade a uma maquininha que foi feita para NOS servir....

Qualquer dia tem mais influência na nossa vida do que o relógio!


Um abraço,

MagiCminD